Estou viajando para Manaus, capital do Amazonas, localizada na maior floresta do mundo, chamada Amazônia: um lugar que eu sonhava em conhecer.
Não acredito no que eu vejo: rios bonitos, e tão grandes como oceanos!
Fui conhecer uma tribo indígena, e muitos me perguntaram por qual motivo eu não havia ido antes. Eu falei que era muito cansativo.
Me deparei, também, com uma cobra pequena, bonita e colorida, que me impressionou muito. Mas, mesmo me dizendo que ela era muito venenosa, eu nem me importei e brinquei com ela. Fui manipulado pela sua beleza!!!! Não via outra coisa além da cobra, até ela me picar e eu morrer.
Só digo uma coisa: que pena morrer num lugar tão belo, que me fez virar poeira, e com isso acabar com todas as belezas da vida, me trazer uma dor profunda.
No feriado do Dia dos Mortos, que é um dia depois do meu aniversário, fui chamado pelos meus amigos para ir até Salvador. Aceitei na hora, pois eu queria muito conhecer a Bahia. Fui conhecer a cidade e fiquei encantado com sua beleza. No último, dia fui às praias. Coisa cansativa, mas que valia a pena: cada uma tinha sua beleza própria. Na última delas, estava escrito claramente um aviso de “mar perigoso”. Porém, sem controle, eu fui e entrei no mar. E me afoguei
Este foi o meu único arrependimento. O resto não, pois Salvador é linda.
Fiquei com vontade de conhecer o Rio de Janeiro. Um lugar mais bonito que o outro. E me diziam: cuidado, você não está em casa. Mas eu nem percebia o que me falavam, só ficava olhando as belezas do Rio de Janeiro.
Um dia, andando pela rua, levei um tiro de bala perdida, e virei poeira. Penso que deveria ter ouvido o que me diziam, pois agora que morri, o Rio virou o pior lugar do mundo.
Fui passar o Natal com minha tia em Minas Gerais. Na véspera, fui ver o Mineirão, e fiquei deslumbrado com o estádio.
Depois de conhecer a cidade, parei para comer. E meu Deus, como a comida mineira é boa: tutu de feijão, torresmo, farofa, queijos e goiabadas.
Minha amada tia falou:
- Vai
- Para quê? perguntei. Isso não faz
- Você vai saber na hora
Eu estava a mil por hora. Não parava nem para res- pirar. Estava enlouquecido com a cidade, e não parava de andar e de comer. Comi até não “aguentar” mais, até ter um fim dramático. Meu corpo não suportou de tanto comer e eu morri.
Tive muitas mortes, mas vivi com muita intensidade. Não me arrependo, pois esses lugares são lindos.
Mas agora, pensem comigo: vocês continuariam achando lindos os lugares em que morreram?